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	<title>Comentários sobre: Adotar não é comprar um par de sapatos</title>
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	<description>um blog sobre o discurso sobre deficiências</description>
	<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 02:17:59 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Krissanthy Fourakis</title>
		<link>http://blog.disdeficiencia.net/2008/08/24/adotar-nao-e-comprar-um-par-de-sapatos/#comment-487</link>
		<dc:creator>Krissanthy Fourakis</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 02:16:44 +0000</pubDate>
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		<description>"Adoção é um ato de amor." Jargão comum na sociedade mas não assimilado pela mesma. Afinal o que é um "Ato de Amor"? Amar o que é belo, o que atrai, o preenche os padrões idealizados é muito fácil porém, acho que isso não seja Amor. Adotei meu filhote no susto, ele estava lá na maternidade, na verdade na UTI  Neo-natal, havia passado da hora de nascer, tivera anóxia, engolira  mecônio, sua apgar fora 6, evoluindo para 7 nos minutos seguintes. Meu pequenino estava atado ao oxigênio e tomando penicilina através do soro. Levei-o para casa. Eu que tanto falara que não adotaria uma crianças tão diferente de minha família e muito mais sério, queria saber da vida da genitora :"_Quero acompanhar o pré-natal da genitora!-_dizia eu na minha ignorância. Qdo peguei meu pequeno nos braços e o levei pra casa comecei como todos esses detalhes nada importavam. Fiz todos os exames e na véspera de pegar o resultado olheis pra aquele ãnjo dormindo no bercinho e tudo ficou tão sem sentido perto do amor que sentia por ele, resultados de exames, possíveis patologias eram tão insignificante perto do amor incondicional que havia se alojado no seio de nossa família. Hoje Isaac tem 03 anos de pura travessia, como diria minha amiga, ele é o que se destaca no meio dos amiguinhos "galeguinhos" da salinha dele. Ele é uma criança negra, adotada e feliz, que encheu de sentido a vida de nossa família. Isto é que importa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Adoção é um ato de amor.&#8221; Jargão comum na sociedade mas não assimilado pela mesma. Afinal o que é um &#8220;Ato de Amor&#8221;? Amar o que é belo, o que atrai, o preenche os padrões idealizados é muito fácil porém, acho que isso não seja Amor. Adotei meu filhote no susto, ele estava lá na maternidade, na verdade na UTI  Neo-natal, havia passado da hora de nascer, tivera anóxia, engolira  mecônio, sua apgar fora 6, evoluindo para 7 nos minutos seguintes. Meu pequenino estava atado ao oxigênio e tomando penicilina através do soro. Levei-o para casa. Eu que tanto falara que não adotaria uma crianças tão diferente de minha família e muito mais sério, queria saber da vida da genitora :&#8221;_Quero acompanhar o pré-natal da genitora!-_dizia eu na minha ignorância. Qdo peguei meu pequeno nos braços e o levei pra casa comecei como todos esses detalhes nada importavam. Fiz todos os exames e na véspera de pegar o resultado olheis pra aquele ãnjo dormindo no bercinho e tudo ficou tão sem sentido perto do amor que sentia por ele, resultados de exames, possíveis patologias eram tão insignificante perto do amor incondicional que havia se alojado no seio de nossa família. Hoje Isaac tem 03 anos de pura travessia, como diria minha amiga, ele é o que se destaca no meio dos amiguinhos &#8220;galeguinhos&#8221; da salinha dele. Ele é uma criança negra, adotada e feliz, que encheu de sentido a vida de nossa família. Isto é que importa.</p>
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		<title>Por: Cristina L.Frank</title>
		<link>http://blog.disdeficiencia.net/2008/08/24/adotar-nao-e-comprar-um-par-de-sapatos/#comment-483</link>
		<dc:creator>Cristina L.Frank</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 10:40:16 +0000</pubDate>
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		<description>A cada dia que passa vejo meus 3 filhos crescerem e se desenvolverem, descobrindo a vida e convivendo naturalmente com a realidade de que são adotivos. Aline, hoje com 10 anos, entende o que é adoção e está feliz com os pais que tem. Almir, com 8 anos, questiona muito os motivos pelos quais a mãe biol. não o acolheu, mas sinto que ama seus pais adotivos.  Amanda, 9 anos, é autista e não sei se entende esta questão da adoção, mas conversamos todos juntos sobre o assunto com calma e amor. 
Meu marido e eu os adotamos por amor. Visitamos muitos orfanatos, creches, casas para menores abandonados. Vimos e sentimos...
Nem todas crianças estão liberadas para adoção, nestes lares improvisados, mas o que a sociedade pode fazer por estas crianças é acolhe-las, mesmo que por um final de semana, um feriado ou então adota-las provisóriamente, até que a guarda definitiva seja aprovada pela justiça. 
O que vejo na TV é um grande sensasionalismo sobre o assunto adoção. Agora virou "moda"?  
Ninguém mostra com realidade a solidão dos orfanatos. Do descaso com as crianças, que tem como companhia os programas de TV (o dia inteirinho), que não recebem o colo de um pai ou mãe. Vivem cercados de tristeza e descaso, sem saberem que uma família de verdade poderia lhes dar o que é mais precioso: o amor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A cada dia que passa vejo meus 3 filhos crescerem e se desenvolverem, descobrindo a vida e convivendo naturalmente com a realidade de que são adotivos. Aline, hoje com 10 anos, entende o que é adoção e está feliz com os pais que tem. Almir, com 8 anos, questiona muito os motivos pelos quais a mãe biol. não o acolheu, mas sinto que ama seus pais adotivos.  Amanda, 9 anos, é autista e não sei se entende esta questão da adoção, mas conversamos todos juntos sobre o assunto com calma e amor.<br />
Meu marido e eu os adotamos por amor. Visitamos muitos orfanatos, creches, casas para menores abandonados. Vimos e sentimos&#8230;<br />
Nem todas crianças estão liberadas para adoção, nestes lares improvisados, mas o que a sociedade pode fazer por estas crianças é acolhe-las, mesmo que por um final de semana, um feriado ou então adota-las provisóriamente, até que a guarda definitiva seja aprovada pela justiça.<br />
O que vejo na TV é um grande sensasionalismo sobre o assunto adoção. Agora virou &#8220;moda&#8221;?<br />
Ninguém mostra com realidade a solidão dos orfanatos. Do descaso com as crianças, que tem como companhia os programas de TV (o dia inteirinho), que não recebem o colo de um pai ou mãe. Vivem cercados de tristeza e descaso, sem saberem que uma família de verdade poderia lhes dar o que é mais precioso: o amor.</p>
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